Hérnia inguinal: compreenda o que é essa condição frequente e os primeiros sintomas

A hérnia inguinal é uma condição muito comum que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, principalmente os homens. Compreender essa condição é essencial, tanto para identificá-la precocemente quanto para determinar o momento adequado para o tratamento.
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A hérnia inguinal ocorre quando uma porção de algum órgão ou tecido abdominal – frequentemente uma faixa intestinal ou gordura – emerge por uma região enfraquecida na parede muscular da virilha. Isso forma uma protuberância ou “bolsa” que pode ser aparente e até causar dor, principalmente ao tossir, realizar esforço ou permanecer em posição elevada.
Esta é a hérnia mais comum da parede abdominal, sendo mais frequente em homens do que em mulheres.
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Existem dois tipos principais de hérnia inguinal:
Vários fatores elevam o risco de ocorrência de hérnia, incluindo:
Esses fatores elevam a pressão no abdômen, favorecendo a formação da hérnia.
O sintoma mais frequente é a presença de um abaulamento (caroço) na região da virilha, que surge ao se levantar, espirrar ou realizar esforço, podendo sumir ao deitar-se. Outros sintomas incluem sensação de peso ou incômodo na virilha, dor leve ou moderada após atividade física, queimação ou ardência local.
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Em situações mais sérias, pode haver aprisionamento (quando a hérnia fica presa) ou estrangulamento (quando a circulação sanguínea é interrompida). Nestes casos, há dor intensa e repentina, inchaço rígido e irreversível, náuseas, vômitos, febre e até risco de infecção generalizada.
Atenção: o estrangulamento de hérnia é uma emergência médica que requer cirurgia imediata.
Geralmente, o diagnóstico é clínico – realizado pelo exame físico. O médico examina o paciente em pé e deitado, solicita que ele tosse e avalia se há salivação ou dor.
Em caso de dúvida, pode-se utilizar exames de imagem.
A cirurgia é a única opção de tratamento definitiva. Não há medicamento, fita ou outro método que elimine a hérnia espontaneamente. Frequentemente, prefere-se a cirurgia minimamente invasiva, por laparoscopia ou robótica. Contudo, a técnica convencional, aberta, também pode ser utilizada.
Em estudos internacionais, como o divulgado no JAMA (Fitzgibbons et al., 2006), pacientes com hérnia pequena e sem sintomas podem ser submetidos a acompanhamento médico regular. Essa estratégia, denominada “vigilância ativa”, é utilizada principalmente em pacientes com risco cirúrgico elevado.
Contudo, aproximadamente 70% dos pacientes que não realizam a intervenção inicial necessitam da cirurgia em anos subsequentes, em razão do agravamento dos sintomas ou do aparecimento de complicações.
A hérnia inguinal é uma condição frequente, geralmente de progressão lenta, porém que pode causar problemas sérios se não for tratada corretamente. O diagnóstico é fácil e a cirurgia costuma ser segura e bastante eficaz.
Você sente ardência na região da virilha? Apresenta incômodo ao se exercitar? Consulte um médico. Com avaliação inicial, é possível determinar o momento ideal para o tratamento, assegurando maior segurança e qualidade de vida.
Texto elaborado pelo cirurgião do aparelho digestivo Antonio Couceiro Lopes (CRM 100656 SP | RQE 26013), integrante da Brazil Health
Fonte por: CNN Brasil
Autor(a):
Gabriel Furtado
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.



