Hepatite C: OMS aponta risco crescente na infecção global

OMS alerta para risco crescente na infecção global pela hepatite C após projeções alarmantes até 2030.

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A campanha Julho Amarelo dedica sua atenção ao Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, celebrado no dia 28 de julho. A data alerta sobre os riscos das hepatites virais — doenças que causam inflamações ou infecções hepáticas —, e reforça o foco na prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado.

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Existem cinco vírus responsáveis pela doença: tipos A, B, C, D e E. Dependendo do agente causador da infeção, a condição pode evoluir para formas crônicas em um estágio silencioso e potencialmente grave nos pacientes.

O impacto global dos casos

As hepatites representam sério problema de saúde pública mundialmente devido ao alto número anual de complicações e mortes associadas à enfermidade. Segundo informações divulgadas pelo Prof. Dr. Durval Ribas Filho, nutrólogo presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), as estimativas são alarmantes.

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“Segundo uma análise feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS), há cerca de 1,3 milhão de óbitos anuais por conta das hepatites virais,” alertou o médico especialista em nutrição no CBN 2026. Ele ressaltou que a principal causa dessas fatalidades é cirrose ou câncer hepático.”

O profissional também apontou dados sobre convivência com os vírus B e C: “A OMS informa ainda que mais de 304 milhões de pessoas vivem hoje sob infecção crônica pelos vídeos destas doenças”. Por isso, ele enfatizou como meta global eliminar as hepatites até 2030.

Alerta vermelho na Hepatite A

Em um cenário preocupante para o Brasil, há uma atenção especial necessária à hepatite tipo A. O Prof. Dr. Durval Ribas Filho destacou o aumento significativo da incidência do caso entre adultos jovens no país em geral.

De acordo com dados contidos no Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais (Ministério da Saúde), a taxa detectada subiu consideravelmente: passou por 0,4 caso nos primeiros cem mil habitantes já em 2022 e atingiu 1,7 casecem mil habitante somente em 2024.”

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“Esse crescimento representa um avanço aproximado de 325%,” explicou ainda ele sobre os números alarmantes. O médico detalhou que essa infecção se propaga pela via fecal – oral; ela está diretamente ligada ao consumo inadequado ou à falta de higiene na água contaminada, alimentos manipulados sem o devido cuidado, além do contato próximo com pessoas infectadas”.

Prevenção: vacinas e cuidados diários

A prevenção é vista como a principal ferramenta para conter esses riscos crescentes das hepatites virais A até E. Além da imunização adequada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), adotar hábitos simples no cotidiano também faz uma grande diferença.

“É fundamental higienizar corretamente as mãos junto aos utensílios domésticos,” orientou ainda Ribas Filho sobre práticas básicas que reduzem drasticamente os casos transmitidos pela via fecal – oral.” Ele complementou dizendo que o cuidado alimentar vai além, pois manter um estado nutricional equilibrado ajuda muito na resposta ao tratamento dos vírus hepáticos em geral”.

Vias e tratamentos específicos

As hepatites virais apresentam diferentes formas de transmissão clínica. A Hepatite B é notória por ser passada pelo contato com sangue contaminado — como no uso compartilhado ou materiais perfurocortantes não esterilizados —, também ocorre a transição da mãe para o bebê durante as fases do parto.

“Embora muitas pessoas eliminem espontaneamente após uma infecção aguda,” explicou sobre os casos crônicos, “os pacientes que evoluem cronicamente geralmente precisam receber medicamentos antivirais.” Em relação à C, ela se transmite principalmente via compartilhamento sanguíneo; contudo, hoje há taxas de cura superiores a 95% devido aos novos tratamentos diretos”.

Diferenças na transmissão e risco. A Hepatite A segue um padrão similar ao E: é transmitida pela ingestão fecal contaminada. Por isso o maior perigo reside em regiões com saneamento básico precário globalmente.

“No caso da hepatite D,” explicou ainda Ribas Filho sobre os vírus mais complexos do grupo BC “ela só consegue causar infecção se houver já uma pessoa infectada pelo tipo B, sendo as vias de contágio semelhantes às desta última.” Ele reforçou que a principal forma preventiva contra essa dupla doença continua sendo vacinar para evitar qualquer exposição viral”.

Sinais e diagnóstico

O quadro clínico pode variar muito: na fase aguda, é comum apresentar náusea ou vômito. Outros sinais incluem icterícia — o amarelamento visível em pele e olhos —, urina escura intensa, dor abdominal forte cansaço físico.

“Para confirmar qual vírus está causando problemas no fígado,” esclareceu ainda Ribas Filho “é necessário combinar um histórico médico detalhado com exames laboratoriais específicos de sorologia.” Ele lembrou que os sintomas costumam ser raros nas formas crônicas até quando há já comprometimento importante do órgão”.