Greve na CPTM: apenas três dos 126 maquinistas comparecem ao trabalho nesta terça-feira

A greve dos maquinistas da CPTM provoca operação reduzida e impactos significativos no transporte público de São Paulo, com medidas emergenciais sendo adotadas.

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A greve dos ferroviários que operam nas linhas 11, 12 e 13 da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) teve início na madrugada desta terça – feira, 4 de janeiro. O Governo de São Paulo informou que, dos 126 maquinistas escalados para a manhã, apenas três compareceram ao trabalho.

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Durante a tarde, a CPTM conseguiu retomar parcialmente a operação da Linha 13 – Jade entre as estações Aeroporto – Guarulhos e Engenheiro Goulart. No entanto, as Linhas 11 – Coral e 12 – Safira continuaram com funcionamento limitado desde o início do dia.

No horário de pico da manhã, apenas 67% do efetivo operacional estava ativo, número abaixo do mínimo exigido pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho), que estabeleceu a operação de 80% nos horários de maior movimento.

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Operação parcial e impacto no transporte

Para garantir alguma circulação durante a greve, a CPTM escalou 21 supervisores para conduzir os trens. Destes, 18 estavam na Linha 11 e seis na Linha 12. A quantidade de trens em operação foi drasticamente reduzida: na Linha 11, apenas 15 trens estavam disponíveis, enquanto nos horários normais seriam 31; na Linha 12, quatro trens estavam em serviço contra os habituais 24; já na Linha 13, um único trem operava em lugar dos cinco normalmente disponíveis.

Com os serviços reduzidos, o trânsito em São Paulo também sofreu reflexos significativos. Para minimizar os impactos da paralisação parcial dos trens, o governo estadual ativou um plano de contingência. A Prefeitura de São Paulo implementou medidas adicionais para ajudar os passageiros afetados pela greve.

A CPTM focou seus esforços nas áreas com maior demanda das linhas afetadas. A Linha 11 – Coral está operando parcialmente entre Palmeiras – Barra Funda e Guaianases, enquanto a Linha 12 – Safira faz o mesmo entre Brás e Engenheiro Goulart. O Metrô antecipou o funcionamento das linhas 1 – Azul, 2 – Verde, 3 – Vermelha e 15 – Prata para às 4h da manhã e aumentou sua capacidade nas áreas mais movimentadas.

Pontos críticos e segurança

O sistema Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) também foi acionado para auxiliar no deslocamento dos passageiros que dependem das linhas paralisadas. Um total de 128 ônibus foram mobilizados para atender as estações afetadas: na Linha 11 – Coral, os ônibus circulam entre Estudantes e Corinthians – Itaquera; na Linha 12 – Safira, o atendimento é feito entre São Miguel Paulista e Calmon Viana; por fim, a Linha 13 – Jade conta com ônibus entre Aeroporto – Guarulhos e Engenheiro Goulart.

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Além disso, o policiamento nas proximidades das estações ferroviárias e terminais de ônibus foi reforçado para garantir a segurança dos passageiros.

Motivos da greve

A paralisação é impulsionada pelas reivindicações dos ferroviários em relação à concessionária Trivia Trens. Os trabalhadores buscam garantias formais sobre a manutenção dos postos de trabalho durante o processo de transição. A situação se acirrou após um acidente ocorrido em julho passado que resultou em incêndio em um vagão próximo à estação Brás devido a um curto – circuito no pantógrafo.

Diante do incidente, o Governo de São Paulo determinou que as operações das linhas fossem suspensas por um período de 90 dias enquanto a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) investiga possíveis falhas por parte da concessionária.

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil decidiu manter a greve porque não recebeu compromissos formais sobre a estabilidade dos empregos.

Em resposta às reivindicações, o Governo paulista propôs alternativas como a absorção dos funcionários por outros órgãos estaduais e manutenção do acesso ao convênio médico do Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual.

Em nota oficial, o governo lamentou a continuidade da greve destacando que ela impacta negativamente no deslocamento diário de milhares de trabalhadores e estudantes que dependem do sistema ferroviário.