Governo de SP reduz horário de baixa pressão de água de 10 para 8 horas a partir de agosto

A redução do horário de baixa pressão de água traz alívio imediato aos paulistanos, mas gera preocupações sobre a gestão hídrica a longo prazo.

Sistema Cantareira

O governo de São Paulo anunciou, na sexta – feira (31), uma mudança significativa no horário de redução da pressão da água nas casas dos paulistanos. A partir de agora, o período de baixa pressão será reduzido de 10 para 8 horas, ocorrendo entre 22h e 6h.

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Essa decisão foi tomada após a constatação de que o nível do Sistema Cantareira superou as expectativas durante o mês de julho.

A deliberação foi realizada pela Asesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo) e seguiu a recomendação do Comitê de Integração das Agências para a Segurança Hídrica, que inclui também a SP Águas. A distribuição da água no estado é responsabilidade da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo.

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Histórico da redução da pressão da água

Inicialmente, a proposta para a redução da pressão foi estabelecida em outubro do ano passado, quando os níveis dos reservatórios atingiram índices alarmantes. Desde então, os moradores enfrentavam uma redução no fornecimento durante cerca de 10 horas diárias, com interrupções ocorrendo entre 19h e 5h.

Com a nova configuração, a curva de contingência do reservatório passou do nível 3, que representa um volume abaixo de 31,8%, para o nível 2, correspondente a um nível abaixo de 37,8%. Isso indica um aumento significativo na disponibilidade de água, com uma melhora geral das condições hídricas.

No último sábado (1º), o nível do Cantareira era registrado em 36,6%. Essa elevação é atribuída às chuvas acima do normal na região do sistema ao longo do mês de junho e também durante a semana entre os dias 20 e 26 de julho. Durante esse período específico, foram contabilizados 31,6 milímetros de chuva, um número impressionante que representa 177% acima das previsões meteorológicas.

Repercussão e próximos passos

A nova medida gerou reações variadas entre a população. Muitos moradores manifestaram alívio ao saber que enfrentarão menos horas sem água nas torneiras. No entanto, ainda há preocupações sobre como essa mudança pode afetar o abastecimento em períodos críticos no futuro.

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Os especialistas ressaltam que é fundamental continuar monitorando as condições climáticas e o comportamento dos reservatórios. A expectativa é que as autoridades mantenham um plano estratégico para garantir que as melhorias nos níveis hídricos se sustentem ao longo dos meses seguintes.

Além disso, as ações para aumentar a eficiência no uso da água continuam sendo essenciais. O governo estadual deverá intensificar campanhas educativas sobre economia hídrica e práticas sustentáveis junto à população paulista.

Conclusão

A alteração no período de redução da pressão da água é uma boa notícia para os paulistanos. Contudo, permanece a necessidade constante de vigilância e planejamento para assegurar que os recursos hídricos sejam geridos adequadamente diante das variações climáticas e demandas futuras.