Girinos usam “sucção” para respirar sob a superfície da água

Girinos usam sucção para respirar sob superfície da água, revelando vulnerabilidade aos poluintes aquáticos.

01/08/2026 14:31

3 min

O processo é chamado de respiração cutânea
O processo é chamado de respiração cutânea

Os girinos recém – nascidos enfrentam um desafio biológico complexo ao tentar respirar em ambientes aquáticos; eles podem ser pequenos demais para romper a tensão superficial da água e alcançar o ar livre.

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Para entender como essa sobrevivência é possível, pesquisadores analisaram os mecanismos de respiração dos anfíbios jovens. Um estudo publicado na revista Proceedings of the Royal Society B no ano 2020 detalhou esse comportamento crucial entre cinco espécies diferentes estudadas por Schwenk e Jackson Phillips.

O mecanismo científico: sucção de bolhas

As gravações realizadas com alta velocidade revelaram uma técnica específica chamada “sucção de bolhas”.

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Os girinos utilizam um método que exige proximidade extrema à superfície:

Eles encostam a boca diretamente sob o nível da água para puxar pequenas bolsas de ar, ou seja, as bolhas gasosas naturais. Em seguida, comprimem este volume em direção aos pulmões internos do corpo animal.

Os pesquisadores observaram até mesmo casos onde os animais executavam essa manobra apenas três dias após eclodirem e tinham cerca de três milímetros; era assim que conseguiam atravessar normalmente a barreira superficial sem dificuldades maiores.

A pele permeável: risco versus função vital

Essa mesma característica biológica — uma pele altamente permissiva —, é fundamental tanto quanto um desafio ambiental severo. A porosidade da epiderme permite o processo respiratório essencial para esses anfíbios beber água diretamente por ela, mas também facilita drasticamente a entrada de poluentes no organismo animal.

Pesquisas mais recentes têm detectado em populações desses animais sinais claros de exposição química ou até mesmo microplásticos presentes na água e nos ambientes onde vivem. Além disso, os ecossistemas enfrentam ameaças adicionais graves; secas cada vez mais intensas combinadas com temperaturas elevadas colocam em risco todos os habitats úmidos necessários à sobrevivência das espécies que habitam regiões como Amazônia e Mata Atlântica.

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Proteger as comunidades anfíbias significa muito além da preservação de uma espécie: é sinônimo de manter um sistema natural inteiro funcionando corretamente no planeta Terra. Os girinos adultos são vitais porque controlam a população local de insetos nocivos, servem de alimento crucial tanto para aves quanto para cobras,

e funcionam quase como alarmes naturais; eles sinalizam rapidamente qualquer tipo significativo degradação ambiental na região em questão. Quando os anfíbios desaparecem por conta dessas ameaças cumulativas — seja pela poluição ou pelo desmatamento —, todo o ecossistema sofre e sente profundamente esse impacto.

É urgente que as ações visem cuidar das nascentes, florestas nativas e áreas úmidas antes mesmo do momento em que um silêncio total venha substituir seus cantos característicos no ambiente natural brasileiro.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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