França e Inglaterra disputam terceiro lugar da Copa do Mundo em Miami com prêmio de US 29 milhões

A partida entre França e Inglaterra promete ser decisiva não apenas para a classificação, mas também para o impacto financeiro e histórico das seleções.

18/07/2026 18:47

3 min

O jogador Josko Gvardiol (camisa 20), da Croácia, marca o gol de abertura na partida contra o Marrocos, válida pelo terceiro lugar da Copa do Mundo Fifa 2022, no Khalifa International Stadium, em Doha, neste sábado, 17 de dezembro de 2022
O jogador Josko Gvardiol (camisa 20), da Croácia, marca o gol de...

A disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo, que acontece neste sábado (18) em Miami entre França e Inglaterra, é muitas vezes vista como um jogo de consolação. No entanto, essa partida carrega um peso significativo em termos esportivos, financeiros e históricos dentro do torneio organizado pela FIFA.

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O principal atrativo dessa disputa é o prêmio em dinheiro. Na Copa do Mundo de 2026, a seleção que conquistar o terceiro lugar receberá US 29 milhões (cerca de R 148 milhões), enquanto o quarto colocado receberá US 27 milhões (R 138 milhões.

Além disso, a vitória oferece uma recompensa extra de US 2 milhões, valor que geralmente vai para as federações e pode impactar os bônus dos jogadores.

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Importância histórica e recordes

A partida pelo terceiro lugar também tem grande importância na história das Copas. Em quatro edições, o título de artilheiro foi decidido durante esse confronto. Leônidas da Silva, do Brasil, em 1938; Salvatore Schillaci, da Itália, em 1990; Davor Šuker, da Croácia, em 1998; e Thomas Müller, da Alemanha, em 2010 marcaram gols decisivos nessa fase.

Um dos maiores recordes da história dos Mundiais também ocorreu nesse jogo. Em 1958, Just Fontaine marcou quatro vezes na vitória por 6 a 3 sobre a Alemanha Ocidental e chegou ao total de 13 gols naquela edição — um marco que permanece inigualado.

Outro recorde notável foi estabelecido na edição de 2002: Hakan Şükür, da Turquia, fez o gol mais rápido da história das Copas ao balançar as redes com apenas 11 segundos contra a Coreia do Sul.

Além dos recordes impressionantes, o duelo pelo terceiro lugar costuma ser bastante movimentado. Sem a pressão típica de uma final, as equipes tendem a jogar de forma mais ofensiva. Desde 1974, apenas uma das doze disputas terminou com menos de quatro gols marcados.

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Perspectivas para as seleções

Para várias seleções participantes, conquistar a medalha de bronze representa a melhor campanha já realizada em Copas do Mundo. Exemplos incluem Áustria (1954), Chile (1962), Portugal (1966), Polônia (1974 e 1982), Turquia (2002) e Bélgica (2018.

No entanto, nem todos veem valor na existência desse jogo. Após a Copa de 2014, o técnico Louis van Gaal expressou sua insatisfação com o formato atual e argumentou que “nunca deveria ser disputado”. Para ele, é injusto que uma seleção finalize uma campanha notável com uma derrota no duelo pelo terceiro lugar.

Apesar das críticas que cercam a partida, ela faz parte da tradição da Copa do Mundo desde sua primeira edição em 1934. As únicas exceções foram a Copa inaugural em 1930 e o Mundial de 1950, que adotou um formato quadrangular final sem semifinais ou decisão específica pelo terceiro lugar.

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Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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