Fitti apresenta show inovador “Transespacial” no Recife
Fitti apresenta show inovador “Transespacial” no Recife com elementos que homenageiam MPB e inspiram a nova geração musical.
O cantor recifense Fitti sobe no palco para apresentar “Transespacial“, espetáculo inspirado pelo álbum de estreia do músico na noite desta sexta – feira (24), às 19h 30.
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A apresentação acontece no Teatro do Parque, localizado em Boa Vista, área central do Recife, marcando um retorno importante à cidade natal após reconhecimentos nacionais recentes ao artista.
“Transespacial”: mistura ritmos regionais com eletrônica
Selecionado por edital da Natura Musical para circulação nacional, o show reúne as músicas contidas no disco “Transespacial”, lançado originalmente em 2024 e produzido por Zé Nigro. O trabalho musical é conhecido pela fusão de diversos elementos sonoros que abordam a complexidade das relações humanas aos ouvintes.
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A sonoridade apresentada combina perfeitamente os ritmos nordestinos tradicionais junto a sintetizadores modernos, batidas eletrônicas marcantes e diversas características tipicamente brasileiras do gênero música popular brasileira (MPB). Essa mistura foi um dos fatores pelos quais “Transespacial” recebeu indicação ao Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa.
Nova concepção estética para o público pernambucano
Para esta noite especial no Recife, o espetáculo recebe uma nova roupagem. O artista alterou tanto parte do roteiro quanto figurino original da turnê que havia marcado sua estreia mais futurista.
Segundo Fitti sobre a proposta artística desta vez, a montagem assume agora uma abordagem consideravelmente mais humana e próxima com os espectadores locais. Além disso, há participação confirmada por Isabela Moraes, cantora e compositora parceira dele pelo coletivo Reverbo.
Revisita à obra de Ney Matogrosso. Além das composições autorais presentes em “Transespacial”, quem comparecer ao Teatro do Parque também terá acesso às releituras integrantes do projeto “Fitti Canta Ney”. Este trabalho revisita o vasto repertório artístico de Ney Matogrosso sob um olhar contemporâneo e autoral específico.
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A produção deste segmento é assinada pelos nomes Pupillo e Marcus Preto. O show contará ainda com a banda completa: Juliano Holanda na guitarra; Vic Vilandez no baixo, além da percussão formada por Milla Bigio e Gilú; Lucas Araújo responsável pela bateria, complementado por Vinicius Nogal tocando sanfona em ritmo constante.
Trajetória artística marcada pelo reconhecimento nacional
O momento do retorno ao Recife acontece após uma fase intensa de reconhecimentos nacionais para Fitti. Neste ano (2026), ele recebeu o Prêmio da Música Brasileira como Artista Revelação.
Ainda naquela cerimônia premiada — dedicada à homenagem póstuma a Chitãozinho e Xororó —, acompanhou Vanessa da Mata na interpretação inédita de “Galopeira”. Outro marco importante foi justamente a indicação internacional que fez “Transespacial” receber no Grammy Latino, tornando – o pioneiro entre os cantores transmasculinos indicados em história recente pela premiação global.
Influências nordestinas moldam carreira
Com 28 anos (dados do ano), Fitti construiu uma trajetória artística rica por diversas áreas como teatro, audiovisual e produção musical. Ele iniciou sua jornada ainda durante o período adolescente, realizando apresentações nos espaços culturais típicos da cidade onde nasceu: Recife.
“Sou um bairrista nato”, é a frase com frequência que ele usa ao recordar seus primeiros passos artísticos na família de origem musicada. Sua obra define – se pelas referências profundas à música brasileira em geral; essa expressão ampla combina elementos experimentais sonoros junto às raízes mais fortes nordestinas e carrega consigo forte identidade vocal.”