Fiep alerta que 75% das exportações paranaenses para os EUA serão afetadas por nova tarifa de 25%
A nova tarifa dos EUA pode comprometer significativamente as exportações paranaenses, exigindo ações imediatas para mitigar os impactos na indústria local.
Estimativas preliminares da Fiep (Federação das Indústrias do Paraná) indicam que 75% das exportações paranaenses para os Estados Unidos sofrerão impacto devido à nova tarifa de 25% anunciada pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) na noite de quarta – feira, dia 15.
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Em 2025, as vendas da indústria do Paraná alcançaram cerca de US 1,3 bilhão, valor que pode ser seriamente afetado por essa medida.
A Fiep alerta que, com a aplicação das sobretaxas, muitos produtos perderão competitividade no mercado americano, o que pode prejudicar diretamente o desempenho das empresas exportadoras. Isso deve resultar em uma redução nos investimentos e impactos negativos sobre a produção industrial no estado. “Com as sobretaxas, uma parcela significativa desses produtos perde competitividade”, afirmou a federação em nota à imprensa.
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Produtos e setores afetados
Segundo a Fiep, diversos itens estão entre os mais impactados pela nova tarifa. Produtos como madeira serrada, compensados, molduras, portas, parte dos pisos de madeira, revestimentos cerâmicos e móveis são alguns dos exemplos citados. Além disso, o setor de papel também será atingido por essas mudanças.
No entanto, nem todos os produtos enfrentam dificuldades. A federação destaca que alguns itens foram incluídos em uma lista de exceções, o que representa um alívio diante da situação. Assim, produtos como tilápia, café solúvel, mel e couro não terão sua competitividade prejudicada pelo aumento tarifário.
Apesar dessa inclusão positiva, a Fiep enfatiza que a maior parte da pauta exportadora industrial do estado permanecerá sujeita à nova tarifa. A entidade atuou na defesa da indústria paranaense durante negociações realizadas nos dias 6 e 7 de julho.
Demandas por negociações
Diante do cenário desafiador imposto pela nova tarifa dos EUA, a Fiep pede que os governos brasileiro e americano retomem as negociações com urgência para buscar reverter essa medida. Especialistas apontam que essas tarifas adicionais podem se tornar mais duradouras e impactar significativamente o comércio bilateral.
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A tarifa é adicional às já existentes; portanto, trata – se de um encargo extra que incide sobre os produtos importados, somando – se à tarifa regular aos 25% adicionais. A expectativa é que essa situação gere reflexos profundos nas relações comerciais entre os dois países nos próximos meses.