Feirões conectam agricultura familiar e povos originários no RS
Feirões promovem diálogo sobre desenvolvimento rural sustentável no RS, impulsionando economia local e valorizando saberes tradicionais.
Feira celebra produtos tradicionais e saberes originários. A Feira da Agricultura Familiar é organizada pela Fetraf RS com apoio direto da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR RS). Os visitantes poderão encontrar uma vasta gama de itens que representam a força produtiva dessas famílias: desde pães frescos, cucas e bolachas até diversos tipos de doces em conserva, geleias e sucos.
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Além disso, há oferta especializada em vinhos, cachaças artesanais, salames, queijos e copa dobre regional.
O campus Centro da UFRGS recebe nesta semana, entre segunda feira (20) e quarta feira (2, duas grandes exposições que visam conectar a produção das comunidades rurais gaúchas ao público urbano em Porto Alegre. Montadas no Espaço das Tendas, localizado na frente da Faculdade de Educação do Campus Central, as atividades têm entrada gratuita. O evento reúne cooperativas locais, agroindústrias familiares e artesãos indígenas provenientes de diversas regiões do estado para um diálogo sobre o desenvolvimento rural sustentável.
Segundo o material informativo divulgado sobre as feiras, cada produto exposto carrega consigo um relato de trabalho das agroindústrias familiares comprometidas não apenas com resultados comerciais, mas também com valorizar os territórios onde são produzidos seus alimentos.
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A organização ressalta ainda como fundamental é essa produção local para a economia gaúcha, pois ela gera renda significativa ao mesmo tempo que fortalece economias comunitárias menores no estado.
Artesanato indígena conecta cultura à autonomia econômica. Ao lado da mostra agrícola familiar acontece igualmente uma Feira dedicada aos Povos Originários do Rio Grande do Sul. Esta exposição conta com o apoio da Funai e promove as comunidades Kaingang e Mbyá Guarani em destaque na região metropolitana de Porto Alegre.
Os artesãos expõem peças ricas em significado cultural: biojoias — como colares, brincos e pulseiras —, além de cestarias ancestrais feitas a partir de cipó, taquara ou vime trançados manualmente no estilo tradicional. Também são apresentadas esculturas elaboradas em madeira que representam diversas espécies nativas encontradas localmente.
A proposta desta mostra vai muito além das vendas; ela busca estabelecer uma conexão direta entre o público urbano e os saberes tradicionais indígenas da sociobiodiversidade gaúcha. As comunidades apontam essa comercialização diretamente dessas obras artísticas não só para manter viva sua cultura milenar, mas também é um meio essencial de apoiar a autonomia econômica dos grupos participantes.
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Contexto acadêmico: Debate global sobre clima e alimentação. As feiras ocorrem inseridas no contexto do 16º Congresso Mundial de Sociologia Rural e do 64º Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (Sober). Estes eventos são sediados na universidade nos dias 19 até o dia 2de julho.
O encontro reúne mais de 1,mil pesquisadores vindos de quarenta e dois países diferentes para debater os complexos desafios enfrentados pelos sistemas agroalimentares globais.
O tema central dos congressos é “Políticas para a Natureza, em tempos de incerteza e mudanças climáticas”, abordando questões cruciais como segurança alimentar global, governança desses ecossistemas alimentares e as desigualdades sociais que afetam essas cadeias produtivas.
Para Paulo Niederle, professor do Departamento de Sociologia da UFRGS e coordenador geral deste evento acadêmico, sediar o congresso reforça internacionalmente tanto a pesquisa quanto a pós graduação universitária.
A iniciativa amplia oportunidades científicas internacionais sobre os desafios ambientais ligados à alimentação.
Porto Alegre: palco para estratégias resilientes. A escolha desta capital gaúcha serviu ao debate em um momento histórico recente na cidade após enfrentar uma das maiores tragédias climáticas registradas no estado com as enchentes. Por isso, Porto Alegre passou a ser vista como local ideal para discutir não só adaptações às mudanças do clima e reconstrução de territórios afetados pelo desastre natural; mas também o fortalecimento dos sistemas alimentares mais resistentes.
A UFRGS reforça que sua tradição acadêmica nas áreas rural, sociologia ou economia é fundamental nesse processo. Devido à montagem dessas estruturas expositivas nos arredores da Faculdade de Educação — especificamente usando parte do estacionamento —, foi necessário informar aos visitantes sobre a redução temporária das vagas disponíveis na região Quarteirão durante os dias 19 até 2de julho no campus Centro.