Fator nuclear é “grande impedimento” para nova guerra global, afirma professor da China

Os armamentos nucleares desempenham um papel crucial na transformação de conflitos regionais em guerras de proporções mundiais, conforme a análise de Marcus Vinícius de Freitas, professor visitante da Universidade de Relações Exteriores da China.
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Durante uma entrevista ao programa WW Especial, ele afirmou: “Esse elemento nuclear, em minha opinião, ainda é o grande impedimento de que isso [conflitos] se transforme em algo muito maior”.
A recente guerra entre Estados Unidos e Irã é um exemplo claro dessa dinâmica. Os ataques tiveram início no dia 28 de fevereiro e, apesar de algumas pausas temporárias, continuam a impactar significativamente o Oriente Médio. Desde o começo do conflito, as hostilidades se espalharam pela região e ganharam nova intensidade nos últimos dias.
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Escalada das tensões no Oriente Médio
Recentemente, os EUA realizaram ataques direcionados contra uma milícia aliada do Irã no Iraque. Este foi um movimento inédito que elevou as tensões na área. Até o momento, não existem responsáveis claros por esses ataques, mas Marcus Vinícius observou: “Temos uma expansão nisso”.
A situação ficou ainda mais complicada quando um navio que transportava carga de ferro foi atacado; Teerã denunciou o incidente como uma provocação.
O aumento das tensões sugere uma possível interligação entre as guerras envolvendo os dois países. Apesar disso, tanto Estados Unidos quanto Irã prometeram esforços para reduzir a escalada da violência.
Impacto do conflito na Europa e na Rússia
No contexto europeu, a guerra entre Kiev e Moscou também continua a afetar diretamente os países vizinhos. Um ataque com drone da Rússia atingiu um prédio na Romênia em maio deste ano, destacando como Bucareste lida constantemente com incursões dos equipamentos militares de Vladimir Putin em seu espaço aéreo.
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Marcus Vinícius apontou que “temos a Ucrânia ali, acho que com 20 países envolvidos, levando em conta todo o apoio que ela tem tido nesse processo todo”.
O professor explicou que a Rússia evita o uso de armas nucleares devido ao temor de represálias: “porque tem medo de uma retaliação dos Estados Unidos e da China”, ou seja, Moscou está ciente das consequências drásticas que poderiam advir do uso dessas armas letais.
Atualmente, Putin possui o maior arsenal nuclear do mundo, com 5.459 ogivas. Os Estados Unidos vêm logo atrás com 5.277 armas nucleares. A lista global inclui ainda potências como China, França e Reino Unido, além de países como Paquistão, Índia, Israel e Coreia do Norte.
A análise apresentada por Marcus Vinícius expõe a gravidade atual dos conflitos armados e ressalta como as armas nucleares continuam sendo um fator dissuasor potente nas relações internacionais.
O programa WW Especial é apresentado por William Waack e vai ao ar aos domingos às 22h em todas as plataformas da CNN Brasil. O público pode se cadastrar no Clube de Membros da CNN Brasil para ter acesso antecipado à íntegra das edições já nas sextas – feiras.
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



