EUA suspendem bombardeios após 13 dias e Irã nega interesse em negociações com Washington

Após 13 noites seguidas de bombardeios que intensificaram as hostilidades, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu suspender a campanha militar durante o fim de semana. Essa pausa ocorre após o Irã retaliar atacando bases americanas em países da região.
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Na segunda – feira (27), Teerã reafirmou que mantém o controle do Estreito de Ormuz e não tem interesse em retomar as negociações de paz com os EUA.
A decisão de Trump foi influenciada pela recomendação de seus principais comandantes militares, que afirmaram que os bombardeios— com a intenção de diminuir a influência iraniana no estreito — haviam atingido seu limite de eficácia. Uma autoridade americana confirmou à Reuters que os alvos disponíveis estavam se esgotando, enquanto o chefe do Estado – Maior Conjunto, general Dan Caine, expressou preocupações sobre a escassez de armamentos de defesa aérea necessários para proteger as bases dos EUA na região.
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Reações à suspensão da campanha militar
Relatos indicam que assessores civis e militares também aconselharam Trump a interromper os ataques. O embaixador dos EUA nas Nações Unidas, Mike Waltz, declarou no domingo (26) que essa suspensão buscava abrir espaço para negociações. Entretanto, Esmail Baghaei, porta – voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, afirmou em coletiva de imprensa nesta segunda – feira (27) que Teerã não solicitou uma retomada das negociações com Washington.
A interrupção dos bombardeios provocou uma queda significativa nos preços do petróleo. As expectativas sobre a normalização do abastecimento global contribuíram para uma redução de cerca de 7,8% no preço do petróleo tipo Brent, que passou a ser negociado pouco abaixo de US 90 por barril.
Antes dessa queda, o valor havia ultrapassado brevemente os US 100 pela primeira vez desde maio.
Desdobramentos no Estreito de Ormuz
Enquanto isso, o Irã indicou que ainda possui controle sobre o estreito e não considera os bombardeios americanos como um sucesso. Nos últimos dias, os ataques dos EUA destruíram pontes e túneis no sul iraniano e atingiram alvos militares em resposta aos disparos iranianos contra bases americanas em países árabes vizinhos.
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O Irã também atacou infraestruturas civis em nações do Golfo como parte de sua retaliação aos bombardeios. Na semana passada, os Houthis — aliados do Irã — ameaçaram ampliar as interrupções no abastecimento global ao anunciar um ataque à segunda via navegável importante, elevando ainda mais os preços do petróleo.
A suspensão da campanha deixa incerto qual será a capacidade dos Estados Unidos de pressionar o Irã para cumprir objetivos relacionados ao controle do estreito. Um acordo provisório entre Washington e Teerã estabelece bases para futuras negociações programadas até o final de agosto, visando resolver questões importantes como o programa nuclear iraniano.
No entanto, persistem divergências sobre a interpretação dos termos desse acordo: enquanto Washington argumenta que ele exige liberdade de navegação no estreito, Teerã defende que possui autoridade para supervisionar esse trânsito. Recentemente, uma delegação de alto escalão de Omã visitou Teerã para discutir o futuro do estreito.
Ministros das Relações Exteriores do Catar, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita também mantiveram conversas telefônicas separadas com Badr Albusaidi, ministro das Relações Exteriores de Omã, sobre essa questão crucial. O primeiro – ministro israelense Benjamin Netanyahu está previsto para estar em Washington no início desta semana; ele iniciou a guerra ao lado de Trump em fevereiro mas não participou das negociações entre EUA e Irã para sua resolução.
Autor(a):
Sofia Martins
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.



