Estudo da OpenAI revela que 43,5% das tarefas com IA no trabalho pertencem a outra profissão

A pesquisa da OpenAI aponta que a inteligência artificial está redefinindo funções profissionais.

06/08/2026 05:10

3 min

IA - inteligencia artificial - mercado de trabalho - automação
IA - inteligencia artificial - mercado de trabalho - automação

Um estudo da OpenAI revela que quase metade das tarefas realizadas com inteligência artificial no ambiente de trabalho pertencem a outra profissão. A pesquisa, intitulada “Trabalho na fronteira: como a IA está ampliando o que as pessoas fazem no trabalho”, analisou mais de 800 mil mensagens enviadas por usuários do ChatGPT nos Estados Unidos.

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De acordo com a análise, 43,5% das interações relacionadas a atividades específicas de uma profissão incluem tarefas que tradicionalmente estariam associadas a outra área. Os pesquisadores chamaram esse fenômeno de “cruzamento de tarefas” (task crossover.

O relatório indica que a inteligência artificial está mudando a divisão de responsabilidades dentro das empresas antes mesmo dessas alterações serem refletidas nas descrições de cargos ou nas estatísticas do mercado de trabalho.

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Impacto no dia a dia profissional

Na prática, isso significa que muitos profissionais estão utilizando o ChatGPT para executar atividades que, anteriormente, seriam encaminhadas a especialistas de outros departamentos. Por exemplo, um profissional de marketing pode recorrer à IA para solucionar um problema em um site sem depender da equipe técnica.

Da mesma forma, trabalhadores de diversas áreas podem se utilizar da ferramenta para elaborar relatórios financeiros ou criar materiais promocionais sem consultar contadores, advogados ou designers.

A pesquisa destaca que esse comportamento já se tornou rotina em várias profissões. Entre os especialistas em experiência do cliente, 77% das mensagens relacionadas ao trabalho envolvem tarefas de outras áreas. Para designers, o percentual é de 75%, enquanto em recursos humanos chega a 69%.

No setor jurídico e em marketing, esses números são respectivamente 56% e 53%.

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Ainda segundo o estudo, algumas áreas tendem a “emprestar” mais tarefas do que outras. Atividades ligadas à engenharia e ao marketing são frequentemente requisitadas por profissionais de diferentes setores. Resolver problemas técnicos e desenvolver campanhas publicitárias figuram entre os exemplos mais comuns.

Diferenças entre empresas grandes e pequenas

A pesquisa também mostrou que o cruzamento de tarefas acontece com maior frequência em empresas menores. Nas organizações com 2 a 5 licenças do ChatGPT, as atividades fora da área principal representam 18,9% das tarefas analisadas. Em contrapartida, esse percentual cai para 16,3% em empresas com mais de 100 licenças.

Segundo os pesquisadores da OpenAI, uma explicação possível para essa diferença é que pequenas empresas têm menos equipes especializadas. Assim, seus funcionários recorrem à IA para assumir demandas que em organizações maiores normalmente seriam encaminhadas aos departamentos como tecnologia ou finanças.

A visão cautelosa da OpenAI

A OpenAI adota uma postura cautelosa quanto à questão da substituição de profissionais por inteligência artificial. Os autores do relatório ressaltam que os resultados não implicam na eliminação dos empregos nem indicam tendências definitivas nesse sentido.

O estudo se concentra apenas na forma como as pessoas estão utilizando a IA no trabalho.

A desenvolvedora enfatiza ainda que o conhecimento especializado continua sendo essencial para validar informações, avaliar riscos e tomar decisões significativas. Com isso, ao invés de criar novas profissões imediatamente, a tecnologia parece ampliar as capacidades do que cada profissional pode realizar.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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