Eleitor não polarizado pode decidir eleição presidencial de 2026, aponta CEO da Nexus

O perfil dos eleitores não polarizados pode ser crucial para definir o resultado das eleições presidenciais de 2026, segundo análise da Nexus.

03/08/2026 21:50

3 min

O presidente da República, Luiz Inácio lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e os ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD)
O presidente da República, Luiz Inácio lula da Silva (PT), o sen...

Uma nova pesquisa da NexusBTG, divulgada nesta segunda – feira (3), revela que Luiz Inácio Lula da Silva lidera com 41% das intenções de voto em um cenário simulado para o primeiro turno das eleições de 2026. No entanto, esse índice representa um empate técnico com Flávio Bolsonaro, que aparece com 37%.

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Os dados destacam a forte polarização do eleitorado brasileiro e trazem insights sobre o comportamento dos eleitores.

O levantamento, realizado desde 15 de junho, mostra que a divisão entre os apoiadores de Lula e Bolsonaro continua acirrada. O estudo identificou que 29% dos entrevistados se consideram bolsonaristas convictos, enquanto 25% se declaram lulistas convictos.

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Essas porcentagens têm permanecido estáveis ao longo das cinco rodadas da pesquisa, todas dentro da margem de erro.

O eleitor não polarizado como fator decisivo

Um dado interessante emergiu do estudo: a presença significativa dos chamados “swing voters“, que representam 20% do eleitorado na rodada atual. Este grupo é composto por eleitores que não se identificam plenamente nem com Lula nem com Bolsonaro. Além disso, 10% dos entrevistados se posicionaram como anti – Lula e anti – Bolsonaro.

A pesquisa também revelou que 6% veem Flávio Bolsonaro como uma alternativa viável, enquanto 5% optariam por Lula nesse segmento. Outros 5% não souberam ou não responderam.

Marcelo Tokarski, representante da Nexus, comentou sobre o perfil desse eleitorado não polarizado. Segundo ele, esses eleitores tendem a ter uma rejeição baixa a ambos os lados e não se comprometem totalmente com nenhum candidato. “Eles são aqueles eleitores de grandes cidades, jovens, de renda um pouco mais alta, classe média para cima”, disse Tokarski, acrescentando que essa faixa etária tende a ser mais flexível em suas decisões.

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Swing voters podem mudar o resultado

Todavia, Tokarski também destaca que esse eleitorado apresenta uma tendência maior a apoiar Lula tanto no primeiro quanto no segundo turno nas últimas rodadas. Ele alertou que esses eleitores são conhecidos por sua capacidade de mudar de opinião rapidamente ao longo da campanha. “Esse eleitor é o eleitor que mais vai mudar de opinião daqui até outubro”, afirmou.

O especialista explicou ainda que esses eleitores estão mais abertos a ouvir propostas e críticas durante a campanha, permitindo uma reavaliação constante de suas escolhas. “Na minha visão, o nosso swing voter vai ser o eleitor que, no fim do dia, vai resolver a eleição”, concluiu Tokarski sobre a importância desse grupo em um pleito que promete ser bastante apertado.

A pesquisa NexusBTG reflete um momento crucial para os candidatos à presidência em 2026 e aponta para as nuances do comportamento eleitoral no Brasil. Com um ambiente político polarizado e um grupo relevante de eleitores indecisos, as estratégias das campanhas poderão fazer toda a diferença na definição do próximo presidente do país.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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