Conmebol se manifesta sobre proposta da Fifa e reafirma: “Futebol em primeiro lugar

A Conmebol convoca reunião com associações para discutir proposta da Fifa e reforça a prioridade do futebol sobre interesses comerciais.

Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol, e Samir Xaud, presidente da CBF, celebram gol do do Brasil

A Conmebol se manifestou sobre a proposta de Gianni Infantino de vender parte das ações da Fifa, sendo a última entre as confederações a se pronunciar sobre um assunto que gerou ampla controvérsia. Em comunicado oficial, a entidade sul – americana reafirmou que o futebol está sempre em primeiro lugar, priorizando seus valores, pessoas e a paixão pelo esporte.

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Em resposta à proposta, a Conmebol convocou uma reunião com representantes dos países do continente para discutir a ideia da Fifa e chegar a uma posição unificada. A entidade solicitou informações complementares à Fifa sobre os objetivos e detalhes da venda das ações.

Posicionamento da Conmebol

No comunicado, a Conmebol enfatizou que suas decisões comerciais e financeiras devem estar sempre voltadas para o desenvolvimento do futebol e nunca acima de sua essência. “O futebol vem sempre em primeiro lugar”, destacou a nota.

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A Conmebol iniciou consultas com suas Associações – Membro após tomar conhecimento da proposta relacionada ao projeto FFE (Fifa Forward Enterprise). A entidade convocou uma reunião do seu Conselho para analisar com seriedade essa proposta, solicitando à Fifa esclarecimentos sobre diversos aspectos, como alcance, estrutura e governança do projeto.

A Conmebol também fez um apelo à unidade na família do futebol, ressaltando que o esporte deve ser priorizado acima de qualquer outro interesse. A confederação não descarta um boicote caso o plano avance sem o consenso necessário.

Reações internacionais

A Confederação de Futebol da América do Norte e Central (Concacaf) já expressou sua rejeição à proposta de venda das ações da Fifa. Por outro lado, a Confederação Asiática de Futebol (AFC) criticou abertamente a ideia. Além disso, as confederações da África (CAF) e Oceania (OFC) também se manifestaram, convocando reuniões para discutir o assunto.

Segundo informações divulgadas pela Fifa, para implementar o FFE, é necessária a aprovação dos membros associados. Essa nova subsidiária teria controle majoritário da entidade e seria responsável por consolidar as operações comerciais das principais competições organizadas pela Fifa.

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Detalhes financeiros da proposta

A cota atual prevista para esses novos investimentos é de US 8 milhões (R 41 milhões), com um crescimento gradual esperado nos dois ciclos seguintes. Na prática, essa mudança significaria uma “privatização” dos principais torneios da Fifa, como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes.

Isso poderia resultar em mais times e seleções participando dos torneios, além de um aumento significativo nas receitas geradas.

Embora a proposta tenha atrativos financeiros evidentes, ela levanta preocupações sobre os impactos no futebol como um todo e na essência das competições. O futuro dessa questão ainda está indefinido enquanto as discussões continuam entre as diversas confederações.