Comitê Carioca celebra 100 anos de Fidel Castro com doações solidárias

Comitê Carioca promove arrecadação de medicamentos para Cuba e Venezuela diante das crises humanitárias.

Fidel Castro, no centro da foto, nasceu em 13 de agosto de 1926

O “Dia da Rebeldia Cubana” será celebrado neste sábado, dia 25 de julho. O encontro marca o aniversário do evento que ocorreu em 26 de julho de 1953 e também homenageia os cem anos desde o nascimento do líder revolucionário cubano.

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A celebração acontecerá a partir das 14h no Raízes do Brasil – Rua Áurea, 80, sendo gratuito para entrar; apenas almoço custará R 40. Além dos eventos comemorativos, haverá uma coleta especial destinada à solidariedade tanto ao povo caribenho quanto aos venezuelanos vítimas recentes de terremotos.

Solidaridade: Doações em meio às crises na Venezuela e Cuba

Em um momento delicado geopoliticamente, o Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba e o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) organizam as doações focadas principalmente no recolhamento de medicamentos essenciais para ambos os países vizinhos.

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Os cubanos enfrentam dificuldades agudas devido ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos há 60 anos. Carmen Diniz, coordenadora do Comitê, detalhou à reportagem “Ao Brasil de Fato” como é viver nesse cenário: sem acesso adequado aos equipamentos básicos.

“Não tendo ventilador, ar – condicionado ou geladeira disponíveis,” relatou Diniz sobre situações vivenciadas por muitos cúbanos; ela apontou que o acúmulo em locais fechados levou a diversos casos de chikungunya na ilha.”, disse ainda no encontro.

Reconexão com os laços brasileiros e debates acadêmicos

A deputada estadual reforçou publicamente um pedido contínuo de solidariedade. Segundo Carmen Diniz, é fundamental lembrar do apoio histórico prestado pelo Brasil ao povo caribenho: “Nunca vamos poder pagar pelos 14 mil médicos cubanos aqui no programa Mais Médicos”, afirmou.

Além disso, foi feita uma menção à gratidão brasileira por programas como o ‘Sim, eu posso’, que permitiu alfabetizar a população em período muito curto.

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Debate sobre gênero e política pública. O evento também sediará lançamentos acadêmicos importantes para entender as políticas sociais na ilha. Estará disponível o livro “A Integração Social das Pessoas Transexuais em Cuba”, de autoria da pesquisadora Mariela Castro — um trabalho apresentado originalmente como tese de doutorado —, traduzido pela própria Carmen Diniz.

Balbi explicou à imprensa que esta obra traz reflexões profundas, mostrando os processos pelos quais a Revolução cubana construiu suas políticas públicas ao longo do tempo; ela aborda conceitos chamados ‘totalidade homogeneizada’.

“O book mostra uma discussão muito mais ampla sobre questões relacionadas a gênero e sexualidade… é um redesenho real para as políticas voltadas aos sujeitos revolucionários cúbanos hoje,” pontuaram.

Posicionamento político contra intervenções externas

A deputada estadual também utilizou o espaço de comemoração para reafirmar posições geopolíticas. Ela declarou que rechaçam qualquer tipo de interferência norte – americana na Ilha, apoiando integralmente “o povo cubano em sua construção histórica”.

Ele mencionou ainda os esforços do presidente Donald Trump ao impedir envio de petróleo venezuelano à ilha após sequestrar Nicolás Maduro e Cília Flores.

O encontro não se limitará a Cuba; haverá recolhimento complementar destinado às famílias da Venezuela, país afetado por uma série grave de terremotos no final de junho.