China se opõe a restrições dos EUA sobre importação de robôs chineses
A China promete adotar medidas para defender seus interesses comerciais diante das novas restrições dos EUA, que visam proteger a segurança nacional.
A China manifestou sua oposição às novas restrições impostas pelos Estados Unidos, que incluem proibições voltadas para importações de robôs chineses. A porta – voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou nesta quarta – feira (29) que o país tomará as medidas necessárias para proteger os direitos e interesses de suas empresas. “A China tem se oposto de forma consistente e firme à prática dos EUA de ampliar o conceito de segurança nacional para reprimir empresas chinesas”, destacou durante uma coletiva de imprensa.
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Além disso, Mao Ning criticou a abordagem protecionista dos Estados Unidos, afirmando que essas medidas não aumentarão a competitividade americana, mas prejudicarão os interesses tanto das empresas quanto dos consumidores nos EUA.
Detalhes sobre as proibições
No dia 28 de setembro, o governo Trump anunciou restrições que visam a importação de novos robôs e inversores de energia provenientes da China. O objetivo declarado é proteger o desenvolvimento da inteligência artificial nos Estados Unidos contra ameaças à segurança nacional e promover o retorno ao país de indústrias consideradas essenciais para um crescimento acelerado.
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Na mesma tarde, a Comissão Federal de Comunicações (FCC) divulgou as novas medidas. As proibições abarcam robôs humanoides e quadrúpedes, além de inversores de energia conectados que facilitam a integração de fontes renováveis com redes elétricas e equipamentos em data centers.
Essa ação visa prevenir interrupções na cadeia de suprimentos relacionadas à inteligência artificial e proteger os dados dos EUA contra possíveis ataques cibernéticos.
O presidente da FCC, Brendan Carr, comentou sobre as novas regras em um comunicado: “Esses dispositivos podem criar vulnerabilidades na cadeia de suprimentos que podem prejudicar a segurança econômica e nacional dos EUA”. Ele garantiu que a FCC continuará seu trabalho para proteger as cadeias críticas do país.
Reações da China
A embaixada chinesa em Washington expressou sua indignação, instando os Estados Unidos a considerarem as opiniões racionais das comunidades empresariais dos dois países. A embaixada também pediu que os EUA cessem a difamação das empresas chinesas e evitem sanções. “Tomaremos todas as medidas necessárias em resposta a qualquer ação que cause danos materiais aos nossos interesses”, afirmou uma porta – voz da embaixada.
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Enquanto isso, analistas observam um potencial aumento na adoção de robôs humanoides equipados com inteligência artificial tanto no setor industrial quanto no consumo. A construção crescente de centros de dados nos Estados Unidos demanda fontes confiáveis desses inversores.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, alertou sobre possíveis sanções a empresas chinesas devido ao roubo de propriedade intelectual americana.
Implicações futuras
A FCC deve isentar fornecedores não chineses das novas restrições, seguindo precedentes estabelecidos por proibições recentes relacionadas a drones e roteadores estrangeiros. É importante notar que as novas medidas se aplicam apenas a modelos ainda não lançados no mercado.
No entanto, há possibilidade da FCC revogar autorizações já concedidas para modelos previamente autorizados para venda nos EUA.
Donald Trump é reconhecido por chamar atenção internacional para as ameaças tecnológicas representadas pela China durante seu primeiro mandato. Ele expressou preocupações sobre o roubo de propriedade intelectual e espionagem patrocinada pelo Estado envolvendo grandes empresas chinesas como Huawei.
Contudo, sua abordagem tem sido mais conciliadora neste segundo mandato diante das ações agressivas da China no controle de exportação de minerais críticos.