Centrão adota estratégia de neutralidade e PT e PL chegam a convenções com coligações encolhidas

Os partidos do centrão estão se organizando para adotar uma estratégia de neutralidade no primeiro turno das eleições. As legendas de centro buscam evitar a polarização entre o PT e o PL, que devem contar com coligações menores em comparação com 2022.
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Mesmo com um candidato do próprio centrão, Ronaldo Caiado, do PSD, as siglas não abraçaram sua pré – candidatura. A prioridade do centrão é fortalecer suas bancadas na Câmara e no Senado, evitando vínculos diretos com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL.
Ainda que Lula e Flávio sejam os pré – candidatos mais apoiados nas pesquisas eleitorais, a cúpula dos partidos já sinalizou seu movimento. O Republicanos e o Podemos também devem adotar uma posição de neutralidade. Essa situação contrasta com 2022, quando Jair Bolsonaro (PL) recebeu apoio formal do PP e do Republicanos antes das convenções.
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Naquele ano, Lula contava com uma frente de centro – esquerda que agora perdeu aliados como o Avante e o Solidariedade.
Impacto das alianças nas campanhas
A redução no número de alianças pode afetar diretamente Flávio Bolsonaro, que esperava contar com o apoio do centrão para aumentar seu tempo de propaganda eleitoral na TV e no rádio. O tempo é calculado conforme o número de representantes eleitos no Congresso nas últimas eleições.
Atualmente, a federação entre União Brasil e PP deve liderar com cerca de 20,78% do tempo disponível. Já Lula conta com o respaldo da federação formada por PT, PCdoB e PV, além dos apoios do PSB e PDT.
O PDT, por sua vez, apoia um presidenciável petista pela primeira vez em 12 anos já no primeiro turno. A última vez foi em 2014, quando esteve na coligação de Dilma Rousseff. Nos dois últimos pleitos, a sigla lançou Ciro Gomes como candidato.
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Os partidos centristas também almejam repetir o desempenho das eleições municipais de 2024. Com um número expressivo de vereadores e prefeitos eleitos, eles possuem capilaridade eleitoral significativa para mobilizar votos nos municípios. Portanto, essa força política deverá continuar sendo relevante no segundo turno.
Cenário atual das candidaturas
A neutralidade adotada pelo centrão é uma estratégia pragmática para manter aberta a possibilidade de negociação com o futuro presidente eleito. Durante a gestão Lula 3, por exemplo, PP, Republicanos, PSD e MDB indicaram ministros para pastas importantes na Esplanada mesmo após apoiarem Bolsonaro ou defendendo neutralidade em 2022.
Por outro lado, a escolha de Flávio Bolsonaro como herdeiro político de Jair Bolsonaro foi anunciada em dezembro de 2025. Naquela época, a direita planejava ter um nome forte para atrair o centrão, buscando coligações amplas e grande tempo na propaganda eleitoral.
Contudo, essa estratégia esvaziou – se após a indicação de Flávio.
Recentemente, Flávio enfrentou atritos internos e problemas relacionados ao seu papel político diante da ex – primeira – dama Michelle Bolsonaro. Também houve um vazamento de mensagens que envolveu Daniel Vorcaro e críticas ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Cenário para Lula e a busca pela terceira via
A pré – campanha de Lula não está livre de desafios com as desfiliações recentes de Avante, Solidariedade e Prós. A frente ampla da última eleição presidencial não deve se repetir este ano. Nas últimas eleições gerais, Lula teve suporte significativo por parte da sociedade civil e artistas – apoio que agora parece distante.
Aliados buscam construir uma nova frente ampla focada na soberania nacional em resposta aos atritos recentes com os Estados Unidos. Nesse contexto complexo surge a figura do ex – governador Ronaldo Caiado como postulante à presidência pelo PSD após sua filiação recente ao partido.
Além dele, outros nomes como Romeu Zema (Novo) também se apresentam como opções dentro dessa “terceira via”. Zema ainda não definiu seu vice para a chapa. Outro candidato é Renan Santos do Missão que se posiciona como outsider ao criticar tanto bolsonarismo quanto petismo.
Autor(a):
Ana Carolina Braga
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.



