Centenas de projéteis da II Guerra Mundial são encontrados na vila francesa de Le Porge após
A descoberta de projéteis na vila de Le Porge levanta preocupações sobre a segurança dos moradores que retornam após os devastadores incêndios.
Centenas de projéteis e munições da II Guerra Mundial foram encontrados na vila francesa de Le Porge, enquanto os moradores começam a voltar para a comunidade que foi devastada por incêndios no mês passado. De acordo com as autoridades locais, explosões puderam ser ouvidas nas proximidades da vila, situada na região de Gironde, após os incêndios que atingiram o sudoeste do país.
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No comunicado divulgado na segunda – feira (3), a autoridade local informou que “uma operação de desativação de bombas foi realizada hoje com especialistas da Proteção Civil, recuperando mais de 400 projéteis e munições”. A maioria dos 3.500 residentes da vila teve que deixar suas casas em julho, enquanto centenas de bombeiros atuavam para controlar as chamas em um esforço muito maior do que nos anos anteriores.
Temperaturas extremas e incêndios na Europa
As temperaturas no centro e no leste da Europa devem subir entre 10 e 15 graus Celsius acima do normal. Enquanto isso, os incêndios continuam a se espalhar na Grécia e na Itália. Na Hungria, o primeiro – ministro Péter Magyar alertou que a única usina nuclear do país esteve a “milímetros” de ser desligada devido aos baixos níveis de água em partes do Rio Danúbio.
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A Áustria também enfrentou recordes de calor, registrando sua temperatura mais alta já medida, com 40,8º C, segundo informações do serviço meteorológico local. Cientistas afirmam que as mudanças climáticas têm tornado os incêndios florestais cada vez mais intensos.
Até agora, os incêndios na França queimaram mais de 160.000 hectares, tornando – se os maiores já registrados no país.
Descoberta surpreendente em Le Porge
Ao retornarem à comunidade carbonizada, as autoridades fizeram uma descoberta inesperada: munições não detonadas ainda estão espalhadas pelo continente europeu. O presidente francês Emmanuel Macron comentou sobre a gravidade da situação, afirmando que é “a mais difícil desde a Segunda GuerraMundial”.
O comandante Philippe Delemotte, chefe da unidade de desativação de bombas de Bordeaux, revelou ao veículo France Info que foram ouvidas explosões após os incêndios e que uma equipe encontrou um campo com 75 projéteis. Ele descreveu alguns dos itens recuperados: “Aqui, por exemplo, há duas granadas de morteiro, uma granada de morteiro francesa e algumas granadas alemãs de 5 centímetros”.
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Aparentemente, o calor fez com que vários projéteis enterrados explodissem, alertando as autoridades sobre sua localização.
Retorno dos moradores e impacto emocional
A prefeita da região de Gironde, Sophie Brocas, autorizou nesta segunda – feira o retorno dos moradores aos bairros afetados após uma avaliação de segurança. Embora os incêndios ainda estejam ativos nas áreas costeiras próximas, as autoridades informaram que permanecem “contidos”.
Delemotte observou que é raro encontrar essas munições atualmente porque elas estão espalhadas por toda parte.
Imagens divulgadas mostram moradores retornando à vila carbonizada e vasculhando os escombros das casas destruídas pelo fogo. Um residente local relatou à CNN ter perdido sua casa e seus animais durante o devastador incêndio florestal em Le Porge. “Foi o apocalipse”, disse ele. “Queimou tudo, até os animais.”
Impacto das mudanças climáticas na Europa
Além dos projéteis descobertos em Le Porge, outros objetos históricos também vieram à tona neste verão devido ao calor extremo e às secas severas nas vias fluviais europeias. Alguns rios encolheram tanto que revelaram desde ossos antigos até naufrágios centenários.
A situação na Hungria também se agrava com a crise de calor impactando seriamente o fornecimento energético do país. Magyar afirmou na terça – feira que Budapeste deve enfrentar temperaturas extremas por três dias consecutivos — situação registrada apenas uma vez antes na história recente da cidade durante uma onda de calor no final de junho.
Diante desse cenário crítico, o primeiro – ministro húngaro mencionou a necessidade potencial de reconsiderar o sistema de resfriamento da usina nuclear de Paks para não depender exclusivamente do Danúbio para refrigerar componentes essenciais do reator.