BRICS solicita a retirada de Israel de Gaza e um “alto-comando” imediato

A declaração final condena as guerras, sem mencionar especificamente os Estados Unidos ou Donald Trump; o bloco alocou quatro parágrafos para os ataques…

Foto oficial dos chefes de Estado presentes na Reunião do Brics, realizado no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro Foto (esq/dir)África/ Indonésia/ Egito e Rússia- Brazil / Índia / China / Etiópia/ Emirados Árabes/ Iran. | Sérgio Lima-Poder360 - 06.jan.2025.

A declaração final da cúpula de chefes de Estado do Brics, realizada neste domingo (6.jul.2025), no Rio, solicita que Israel deixe a Faixa de Gaza. O texto realiza um gesto à Irã ao condenar os ataques recentes ao país persa, mas evita mencionar os Estados Unidos e Israel, responsáveis pelos bombardeios.

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A declaração deste domingo aloca 4 parágrafos para o conflito em Gaza. Os países manifestam profunda preocupação com os contínuos ataques de Israel contra Gaza e a obstrução à entrada de ajuda humanitária no território. Também condena a tentativa de politizar ou militarizar a assistência humanitária e o uso da fome como um método de guerra.

O grupo solicita:

O BRICS apoia a unificação da Cisjordânia e da Faixa de Gaza sob a Autoridade Palestina, com a formação de um Estado palestino independente.

O documento menciona Israel sete vezes, em parágrafos que tratam dos conflitos na Faixa de Gaza, na Síria e no Líbano. Na última semana das negociações entre os países que compõem o bloco, os iranianos solicitaram uma postura mais firme, com apoio da China e da Rússia. O país persa incorporou o bloco em 2023. Teerã não reconhece o Estado de Israel e costuma utilizar expressões como “regime sionista” para se referir ao país judeu.

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A firmeza da declaração, contudo, encontrou resistência de países mais próximos dos Estados Unidos, como Índia, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Etiópia e Egito. Esse grupo buscou evitar que o bloco, já muito alinhado à China, fosse ainda mais visto como anti-ocidental ou anti-Trump.

Israel e os Estados Unidos realizaram ataques a instalações nucleares iranianas em 21 de junho. A Irã alega que seu programa é pacífico, enquanto os outros dois países temem o desenvolvimento de armas. Trump declarou ter “obliterado” o programa iraniano, mas o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que a ciência não pode ser destruída por bombardeios e que o país pode recuperar rapidamente sua capacidade nuclear.

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A proposta de solução de dois Estados para a pacificação da região, com o reconhecimento do Estado Palestino, representa uma posição histórica adotada pelo bloco e endossada inclusive pelos novos integrantes do Oriente Médio, como Egito e Emirados Árabes Unidos. A citação expressa, contudo, é contrária aos interesses do Irã, que desejava evitar tal abordagem por não reconhecer a legitimidade de Israel e entender que, ao endossá-la, estaria reconhecendo implicitamente o Estado de Israel.

Fonte por: Poder 360