Brasil é o nono país que mais perde dinheiro com golpes digitais, com 0,8% do PIB afetado

Estudo revela que o Brasil, com perdas de 0,8% do PIB, enfrenta um crescente desafio econômico e institucional devido a golpes digitais.

Brasil tem adoção massiva das plataformas digitais, o que facilita a aplicação de golpes

O Brasil ocupa a nona posição no ranking global de países que mais perdem sua riqueza devido a golpes e fraudes cibernéticas. O levantamento, realizado pela PPTech, escritório de advocacia especializado em cibersegurança, foi baseado no relatório Global State of Scams 2025 da GASA (Global Anti – Scam Alliance) em parceria com a Feedzai.

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Segundo os dados, o país perde cerca de 0,8% do seu PIB nacional em decorrência desses crimes.

O estudo, que ouviu 46 mil pessoas em 42 mercados, revela que o Brasil está à frente de economias como a Bélgica, que registra uma perda de 0,7%. No entanto, na outra ponta da lista estão países como Nigéria (11,3%) e Quênia (10,9%), que enfrentam perdas ainda mais significativas.

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O relatório indica que as economias em desenvolvimento são as mais impactadas, enfatizando que esse problema vai além do âmbito individual e se torna um desafio institucional e econômico.

Agilidade dos criminosos

A rapidez com que os golpistas conseguem enganar suas vítimas é alarmante. Globalmente, 64% dos golpes são concluídos em até um dia após o primeiro contato. Na América do Sul, esse índice é ainda mais preocupante: cerca de 76% das fraudes ocorrem em menos de 24 horas.

Isso revela uma janela muito curta para que as vítimas percebam o golpe ou consigam interromper a transação antes que seja tarde demais.

O estudo aponta que a transferência bancária continua sendo o principal meio utilizado para enviar dinheiro aos golpistas em todo o mundo. Na América do Sul, esse método representa 34% dos pagamentos feitos às quadrilhas, um percentual superior à média global de 29%.

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Essa predominância demonstra como os criminosos exploram essa forma de operação na região.

Silêncio das vítimas

Outro dado importante revelado pelo levantamento diz respeito ao silêncio das vítimas. Na América do Sul, cerca de 20% das pessoas que sofreram golpes nos últimos 12 meses não relataram o caso a ninguém. Essa situação complica as estatísticas oficiais e dificulta ações preventivas por parte das autoridades.

Os fatores emocionais desempenham um papel significativo nesse silêncio. Sentimentos como vergonha e medo de não serem acreditadas contribuem para que muitas vítimas optem por não denunciar os crimes sofridos. A pesquisa destaca que essa falta de comunicação ajuda a manter os criminosos ativos por mais tempo e reduz a capacidade das autoridades em identificar novas modalidades de fraude.

Considerações finais

O estudo evidencia a necessidade urgente de conscientização sobre fraudes cibernéticas e reforça a importância de estratégias eficazes para prevenir esses delitos no Brasil e na América do Sul.