Bolsas da Europa fecham em queda com alta do petróleo e expectativa sobre decisão do Fed

A alta do petróleo e as tensões no Oriente Médio geram cautela entre investidores, que aguardam a decisão do Fed sobre a política monetária americana.

Bolsas da Europa fecham em queda

As bolsas da Europa encerraram a quarta – feira (29) com predominância de quedas, impactadas pela nova alta nos preços do petróleo, que se intensificou devido ao aumento das tensões no Oriente Médio. Além disso, as ações do setor de tecnologia e semicondutores mostraram fraqueza, levando os investidores a adotarem uma postura cautelosa enquanto acompanhavam uma intensa rodada de balanços corporativos.

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O FTSE 100, em Londres, registrou leve alta de 0,34%, fechando a 10.908,41 pontos. Em contrapartida, o DAX em Frankfurt caiu 0,06%, indo para 25.448,76 pontos. O CAC 40 de Paris perdeu 0,60%, fechando em 8.408,27 pontos. Na Itália, o FTSE MIB recuou 0,49%, fechando a 51.443,11 pontos.

Já o Ibex 35 de Madri teve uma queda expressiva de 1,71%, terminando em 19.390,30 pontos. Por fim, o PSI 20 de Lisboa também apresentou perdas de 0,93%, a 9.049,41 pontos.

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Tensões no Oriente Médio e seus efeitos no mercado

A escalada das tensões no Golfo Pérsico foi um dos fatores que impulsionou os preços do petróleo e diminuiu o apetite por risco entre os investidores. Segundo análises do ING, essa situação esfriou as expectativas sobre uma rápida desescalada na região.

Ao mesmo tempo, o mercado aguardava ansiosamente a decisão do Federal Reserve (Fed), buscando indícios sobre os próximos passos na política monetária americana.

No âmbito corporativo, alguns resultados chamaram atenção: a Kering teve um crescimento impressionante de 15,7% após divulgar números acima das expectativas e mostrar sinais de recuperação da marca Gucci. Analistas do RBC Capital Markets e da Bernstein destacaram esse avanço como promissor.

Por outro lado, a Hermès viu suas ações caírem 11,6% após apresentar resultados que não agradaram investidores e reforçaram preocupações sobre a fraqueza da demanda na China, conforme apontado pelo Citi. O Caixa Bank também enfrentou dificuldades ao ceder 6,8%, mesmo reportando lucros superiores ao esperado; isso ocorreu devido à manutenção das projeções para o ano.

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Desempenho setorial e reações do mercado

No setor petrolífero, tanto a Shell quanto a BP se beneficiaram da valorização do petróleo; as ações da Shell subiram 2,7% e as da BP aumentaram em 3,7%. Em contrapartida, as empresas de tecnologia enfrentaram pressão negativa: o setor caiu em média 0,4%, afetado por perdas significativas nas ações da ASML (-2,1%), ASM International (-4,5%) e Infineon (-5,8%.

Essas quedas contribuíram para limitar o desempenho positivo dos principais índices europeus.

A Tickmill ressaltou que a pressão sobre as companhias de semicondutores indica que os investidores estão exigindo evidências mais concretas sobre o crescimento dos lucros e da demanda relacionada à inteligência artificial (IA). A expectativa é que essas dinâmicas continuem influenciando as decisões no mercado financeiro europeu nos próximos dias.