Bolsas asiáticas fecham em baixa; Kospi despenca quase 11% com vendas de ações de chips

A forte queda do Kospi reflete a pressão sobre os gigantes de semicondutores e aumenta a cautela dos investidores diante das incertezas econômicas na região.

28/07/2026 07:40

3 min

bolsa japão
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As bolsas asiáticas encerraram majoritariamente em baixa nesta terça – feira, 28 de março de 2026. O destaque negativo ficou com a Coreia do Sul, onde o índice Kospi despencou quase 11%, refletindo uma forte liquidação de ações de fabricantes de chips.

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Em Seul, o Kospi caiu 10,84%, fechando a 6.023,66 pontos. A queda foi tão acentuada que o pregão precisou ser temporariamente suspenso, marcando a maior perda em mais de quatro meses.

Os gigantes sul – coreanos do setor de semicondutores, Samsung Electronics e SK Hynix, tiveram um desempenho particularmente ruim. As ações da Samsung caíram 13,39%, enquanto as da SK Hynix recuaram 14,65%. Juntas, essas empresas representam mais de 50% da capitalização do índice Kospi, e a pressão sobre seus papéis gerou um efeito dominó no mercado.

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Além disso, muitos operadores aproveitaram o momento para embolsar lucros após um período prolongado de alta nos preços dessas ações.

Impacto do IPO e produção na China

A liquidação das ações também foi influenciada por notícias relacionadas ao setor. Uma empresa captou pelo menos US 8,6 bilhões em seu IPO realizado em Xangai, mas viu seus papéis recuarem 4,1% nesta terça – feira. Essa movimentação evidencia a volatilidade do mercado acionário na região e a cautela dos investidores diante das incertezas econômicas.

Outro fator relevante foi uma reportagem publicada pela The Information. A matéria indicava que a China começou a produção em massa de ferramentas nacionais de litografia ultravioleta profunda (DUV), essenciais para a fabricação de circuitos minúsculos em wafers de silício.

Essa notícia pode ter gerado preocupações adicionais entre os investidores sobre a competitividade das empresas asiáticas no setor global de semicondutores.

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Desempenho das bolsas na região

Além da Coreia do Sul, outras bolsas asiáticas também sentiram os efeitos da crise no setor tecnológico. O índice japonês Nikkei teve uma perda significativa de 3,95%, fechando em Tóquio aos 62.364,92 pontos. Assim como na Coreia do Sul, as ações relacionadas a chips foram as principais responsáveis pela queda do índice japonês.

No Taiwan, o Taiex registrou uma baixa de 4,65%, atingindo 41.603,36 pontos. A TSMC, maior fabricante de semicondutores por contrato no mundo, viu suas ações recuarem 2,98%. Em contraste com esses resultados negativos nas demais regiões da Ásia, o índice Xangai Composto na China continental caiu apenas 1,16%, fechando aos 3.813,31 pontos; enquanto o Shenzhen Composto teve uma queda mais acentuada de 3,20%, terminando aos 2.410,42 pontos.

No entanto, houve uma exceção à tendência negativa: o Hang Seng em Hong Kong avançou ligeiramente, subindo 0,41% e alcançando os 25.310,85 pontos. Esse movimento pode ser atribuído a fatores locais ou até mesmo à trégua recente no conflito entre Estados Unidos e Irã que ajudou os preços do petróleo a caírem pela terceira sessão consecutiva.

A bolsa australiana também se destacou positivamente neste cenário incerto. O índice SPASX 200 subiu 0,60% em Sydney e fechou aos 8.947,80 pontos. Esse aumento pode indicar uma certa resiliência da economia australiana frente às oscilações que afetam os mercados asiáticos como um todo.

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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