Assessor de Júlio Lancellotti é réu por falsa identidade e alvo de busca no Pará
As autoridades buscam Marcelo Augusto de Sousa e Silva, réu por falsa identidade, enquanto investigações sobre sua relação com a Igreja ganham destaque.
O Ministério Público do Pará (MPPA) intensificou as buscas para localizar Marcelo Augusto de Sousa e Silva, que é apontado como assessor pessoal do Padre Júlio Lancellotti. Marcelo é réu em uma ação penal por falsa identidade na cidade de Santarém, no Pará.
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O processo permanece suspenso devido à dificuldade das autoridades em encontrar seu endereço atualizado.
O nome de Marcelo ganhou destaque após a Arquidiocese de São Paulo iniciar uma auditoria interna para investigar um repasse de R 500 mil a uma entidade que é presidida por ele. Essa situação levantou questionamentos sobre a transparência financeira da Igreja e suas relações com os envolvidos.
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Histórico da ação penal
A ação penal contra Marcelo teve início em junho de 2012, quando ele foi preso em flagrante dentro de uma agência bancária. De acordo com os autos do processo, o assessor tentava se passar por outra pessoa para resolver dívidas no valor de R 14 mil.
Na ocasião, ele portava cartões de crédito e até uma carteira falsa que supostamente o identificava como um frade canônico.
Recentemente, em manifestações datadas de junho de 2026, a Promotoria de Santarém afirmou ter esgotado todas as possibilidades de pesquisa sem sucesso na busca pelo endereço do réu. Essa falta de informações tem dificultado o andamento do processo e gerado frustração entre as autoridades envolvidas.
Outros processos judiciais
Embora não tenha sido localizado no Pará, Marcelo também enfrenta problemas legais em outras partes do Brasil. Em Santa Catarina, ele foi denunciado por estelionato e falsificação de certificados que eram vendidos pela internet. No entanto, em março de 2026, o Tribunal de Justiça catarinense extinguiu sua punibilidade após o cumprimento de um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), que incluiu o pagamento de uma prestação pecuniária.
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A situação jurídica complicada de Marcelo levanta questionamentos sobre sua trajetória e possíveis conexões com atividades ilícitas em diferentes estados do país. As autoridades permanecem atentas a qualquer movimento que possa indicar seu paradeiro.
Repercussão na comunidade religiosa
A Arquidiocese de São Paulo se manifestou sobre a situação, esclarecendo que Marcelo não possui vínculo institucional com a Igreja. Ele mantém apenas uma relação pessoal de confiança com o Padre Júlio Lancellotti. A auditoria realizada concluiu em 2026 que mais rigor e transparência são necessários na prestação de contas da Paróquia São Miguel Arcanjo.
A CNN Brasil está tentando estabelecer contato com Marcelo Augusto de Sousa e Silva para obter seu posicionamento sobre as acusações e a situação atual. A reportagem também buscou comentários do Padre Júlio, mas até agora não recebeu resposta.
O espaço segue aberto para quaisquer declarações dos envolvidos.