Arrecadação federal atinge recorde histórico com R 1,58 trilhão no primeiro trimestre

Arrecadação recorde acelera meta fiscal com projeção de superávit primário para dezembro de 2026.

Sede da Receita Federal, em Brasília

A União registrou uma alta expressiva na receita: no primeiro semestre deste ano (2026), os cofres federais acumularam R 1,58 trilhão.

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O valor representa não apenas um aumento de 6,6% comparado ao mesmo prazo de 2025 — mas também marca o montante mais alto jamais visto pela Receita Federal neste indicador histórico que começou a ser monitorado desde 1995.

Arrecadação em tempo recorde impulsiona meta fiscal

Os números foram divulgados nesta quinta – feira, dia 30. O crescimento robusto dos recursos foi puxado principalmente pelo reforço da tributação implementado no governo Lula e por outras fontes importantes do caixa federal.

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Esse desempenho positivo é crucial para as contas públicas: ele deve ajudar ainda mais na arrecadação total até dezembro de 2026, o que fortalece diretamente os planos governamentais visando cumprir uma superávit primário projetado de R 34,3 bilhões naquele ano.

Receita previdenciária cresceu com massa salarial

A Receita Federal detalhou como a receita veio. O setor previdenciário foi um dos maiores contribuintes; entre janeiro e junho deste semestre, foram recolhidos impressionantes R 381 bilhões em valores da Previdência Social.

Esse montante reflete um crescimento real significativo de 5,08% se compararmos ao mesmo período do năm passado (2025). Segundo o órgão fiscalizador, esse avanço deveu – se tanto à expansão na folha média trabalhada — que subiu 3,27% —, quanto aos avanços no Simples Nacional.

Impulso tributário por IRPJCSLL. Outro ponto forte foi a arrecadação conjunta referente às empresas. O Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) somaram um total de R 313 bilhões neste semestre.

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Este resultado mostra crescimento real de 5,73%, impulsionado principalmente pelo aumento percentual na cobrança das companhias enquadradas em lucro presumido — que cresceu 11,35% —, além da alta nos pagamentos referentes à declarações do IRPJCSLL relativas aos fatos geradores de 2025, subindo 18,18%.

PISCofins e rendimentos financeiros avançam

A arrecadação combinada dos tributos PISPASEP com Cofins atingiu R 309,6 bilhões no semestre. Esse valor indica um crescimento real robusto de 4,45%, segundo o governo.

O desempenho neste setor reflete a melhora na atividade econômica geral: houve aumento tanto nas vendas quanto nos serviços prestados ao público em geral. Além disso, voltou à cobrança os impostos que haviam sido beneficiados pelo Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), criado durante a pandemia da COVID-19.

Imposto sobre rendimentos e dívida

Em relação aos investimentos financeiros pessoais, foi arrecadado R 92,2 bilhões com Imposto de Renda Pessoa Física incidente sobre rendimentos de capital no semestre passado. Esse valor representa um crescimento real expressivo de 16,36% na comparação anual.

O aumento veio principalmente por conta dos maiores recolhimentos provenientes das aplicações em renda fixa — que cresceram 31,92% —, bem como pela elevação do tributo aplicado nos fundos desse tipo também (alta de 12,46%.

Estoque da dívida e impacto fiscal

Em outra frente econômica importante, o Tesouro Nacional divulgou dados referentes ao estoque da Dívida Pública Federal nesta quarta – feira, dia 29. O montante acumulado subiu R 235,74 bilhões apenas no mês passado.

Apesar deste aumento na endividamento registrado pelo governo federal, a alta arrecadação recorde reforça as contas públicas em geral; os números indicam que mudanças tributárias recentes do poder público foram cruciais para elevar significativamente esses recursos federais neste primeiro semestre de 2026.