Após forte oposição, Infantino desiste de vender parte da Fifa para investidores externos

Gianni Infantino, presidente da Fifa, anunciou nesta sexta – feira (31) a desistência de vender parte da entidade para investidores externos. A decisão foi tomada em resposta à forte oposição das confederações e à repercussão negativa provocada pela proposta.
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Ele também expressou seu desejo de reunir todas as partes interessadas em breve para discutir o futuro do esporte.
Objetivo de unir e fortalecer
Em sua declaração, Infantino explicou que o projeto FIFA Forward Enterprise tinha como meta criar uma base sólida para fortalecer as Associações – Membro da Fifa, especialmente nos países que mais precisam de apoio. Contudo, ele ressaltou que essa iniciativa só avançaria com o apoio da maioria das associações e mediante um processo de consulta adequado.
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Ao ouvir as diferentes opiniões sobre a proposta, Infantino percebeu que ela gerou divisões entre os membros, o que comprometeu sua viabilidade. “Nosso propósito sempre foi — e sempre será — unir e fortalecer. Como resultado, essa proposta não terá continuidade”, afirmou.
O presidente da Fifa manifestou sua intenção de se reunir com todas as partes interessadas nos próximos dias e semanas, buscando promover um espírito de colaboração para continuar impulsionando o crescimento do futebol globalmente.
Reações das confederações
Diversas confederações se manifestaram contra a proposta desde o início. A Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte e Central) foi uma das primeiras a criticar a ideia. Em seguida, a AFC (Confederação Asiática de Futebol) também se posicionou contra.
A CAF (Confederação Africana de Futebol) e a OFC (Confederação de Futebol da Oceania) convocaram reuniões semelhantes para discutir as implicações da proposta da Fifa, assim como fez a Conmebol (Confederação Sul – Americana de Futebol.
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O que era o FIFA Forward Enterprise?
A Fifa esclareceu que a criação do FIFA Forward Enterprise (FFE) dependia da aprovação dos membros associados. Essa nova subsidiária teria controle majoritário sobre as operações comerciais e competições principais organizadas pela entidade máxima do futebol.
Com os investimentos previstos no FFE, cada federação poderia receber até US 20 milhões (cerca de R 102 milhões) entre 2027 e 2030. Atualmente, cada federação recebe US 8 milhões (aproximadamente R 41 milhões), com expectativas de aumento gradual nos próximos ciclos.
Por meio dessa iniciativa, a Fifa pretendia “privatizar” seus principais torneios, como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes. Essa mudança resultaria em mais equipes participando desses eventos, aumentando significativamente a arrecadação e beneficiando todos os envolvidos no processo.
Contudo, com a desistência da proposta, esses planos foram interrompidos.
Autor(a):
Sofia Martins
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.



