Andressa Vargas recomenda trocar roupas de cama semanalmente para evitar problemas de saúde
Trocar a roupa de cama semanalmente é essencial para prevenir alergias e irritações, especialmente em casos de transpiração excessiva ou contato com animais.
A troca regular da roupa de cama é uma prática que vai além da estética e pode impactar diretamente a saúde da pele e do sistema respiratório. Ao longo do uso, o tecido acumula suor, oleosidade e células mortas, criando um ambiente propício para a proliferação de ácaros, fungos e bactérias.
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Essa exposição prolongada pode levar a crises alérgicas e irritações na pele.
Andressa Vargas, dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), explica que não há uma regra única para todos os itens da cama. Para lençóis e fronhas, o ideal é realizar a troca semanalmente. Já capas ou lençóis que não ficam visíveis podem ser lavados a cada dois ou três meses, desde que estejam limpos.
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Os protetores de colchão são um item que merece atenção mensal, embora muitas pessoas acabem esquecendo – se de limpá – los.
Frequência de troca e saúde
A frequência ideal para a troca da roupa de cama pode variar conforme as circunstâncias. Pessoas que transpiram muito à noite, dormem com animais de estimação ou têm doenças de pele devem considerar uma troca mais frequente, podendo ser necessária a cada três a quatro dias.
O principal problema ao manter a roupa de cama por longos períodos sem lavagem é o acúmulo intenso de resíduos orgânicos. Andressa alerta que essa falta de cuidado pode resultar em um aumento significativo na quantidade de ácaros, fungos e bactérias, elevando o risco de alergias respiratórias e irritações cutâneas.
“Os microrganismos começam a se multiplicar antes mesmo das peças parecerem sujas”, afirma a especialista. O ambiente criado pelo uso da cama durante o sono contribui para essa proliferação.
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Identificando a hora certa para lavar
Além da frequência recomendada, existem sinais claros que indicam quando é necessário lavar a roupa de cama antes do tempo estipulado. Mau odor, manchas visíveis e sensação de umidade são alguns dos indícios que não devem ser ignorados. Esses sinais podem apontar para uma necessidade urgente de higienização.
Pessoas com condições alérgicas como rinite ou asma se beneficiam bastante com trocas mais frequentes, geralmente entre três e sete dias. Isso ajuda a minimizar a exposição aos alérgenos presentes nos tecidos.
Para quem divide a cama com animais ou transpira excessivamente durante a noite, as lavagens regulares são ainda mais importantes devido ao acúmulo adicional de sujeira e umidade.
Dicas para uma lavagem eficaz
Realizar uma lavagem adequada também é crucial para garantir a eficácia na remoção dos microrganismos. A dermatologista recomenda seguir sempre as instruções da etiqueta das peças, utilizando detergentes apropriados e garantindo um enxágue completo.
Além disso, secar totalmente as roupas antes de guardá – las evita problemas futuros.
Quando possível, utilizar água morna ou quente ajuda na eliminação dos microrganismos; no entanto, seguir as orientações da etiqueta é essencial para não danificar as fibras do tecido.
A limpeza não deve se restringir apenas aos lençóis: protetores de colchão precisam ser lavados mensalmente e travesseiros devem ser limpos entre três e seis meses, conforme as diretrizes do fabricante. O próprio colchão requer manutenção periódica através de aspiração regular e uso de capa lavável.
Andressa destaca que certos hábitos podem comprometer todo esse cuidado. “Prolongar excessivamente o intervalo entre as lavagens” é um erro comum que pode favorecer o acúmulo indesejado de alérgenos mesmo em rotinas consideradas organizadas.