Allos registra lucro líquido de R 294 milhões no 2º trimestre de 2026, com crescimento de 57,7%

Allos apresenta resultados sólidos no 2º trimestre de 2026, com crescimento robusto em receitas e redução de despesas, refletindo eficiência operacional.

Shopping Villa Lobos, administrado pela Allos

A Allos registrou um lucro líquido de R 294 milhões no segundo trimestre de 2026, apresentando um crescimento expressivo de 57,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse resultado positivo foi impulsionado pelo aumento da receita proveniente das operações de mídia em shoppings e pelo desenvolvimento imobiliário nas áreas circunvizinhas.

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Durante esse período, a empresa também conseguiu reduzir despesas, fruto do programa de eficiência implementado desde o ano passado. O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado alcançou R 525,3 milhões, o que representa um avanço de 10,5% na mesma base anual.

A margem Ebitda apresentou uma leve queda de 0,7 pontos percentuais, ficando em 71,7%.

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Desempenho financeiro e destaques

O FFO (lucro líquido excluindo depreciação, amortização e efeitos não caixa) atingiu R340,8 milhões, com um crescimento de 12%. A margem FFO teve uma elevação de 0,1 ponto percentual, totalizando 46,5%. A receita líquida da Allos somou R 732,3 milhões, subindo 11,6% em relação ao ano passado.

Daniella Guanabara, diretora Financeira e de Relações com Investidores da empresa, destacou: “Estamos entregando resultados com muita consistência. Temos um negócio de mídia que está muito forte e ajudou os negócios da empresa.” Um dos principais destaques do período foi a Hello, empresa focada em mídia em telas de shoppings e espaços comerciais.

Em maio, o consórcio formado pela Helloo e a Neooh venceu uma licitação da Aena para explorar a mídia publicitária em telas de 17 aeroportos brasileiros, incluindo Congonhas.

A Copa do Mundo também contribuiu para atrair mais anunciantes. Essa demanda elevou o faturamento com serviços em 39,6%, totalizando R115,9 milhões. Nas outras categorias de receita, as locações chegaram a R 498,7 milhões — um aumento de 2,6% — enquanto a receita dos estacionamentos cresceu para R132,8 milhões (+6,2%.

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As “outras receitas”, que incluem atividades imobiliárias, somaram R 30,9 milhões — seis vezes mais do que no ano anterior — impulsionadas pela assinatura de escrituras para um projeto do grupo em Uberlândia (MG.

Redução das despesas e gestão financeira

Outro ponto positivo foi a redução das despesas com vendas e administrativas que caíram 5,6% na comparação anual para R 105,8 milhões. Daniella atribuiu essa redução ao programa ‘Simplifica Allos’, que visa aumentar a eficiência por meio do uso de inteligência artificial.

No entanto, o resultado financeiro (diferença entre receitas e despesas financeiras) ficou negativo em R108 milhões — um aumento de 11,3% na comparação anual. Ao final do trimestre, a Allos registrou uma dívida líquida de R 3,7 bilhões e uma alavancagem equivalente a 1,7 vez.

Vendas nos shoppings e ocupação

No aspecto operacional, as vendas nos shoppings da Allos cresceram 3,4% no segundo trimestre deste ano se comparadas ao mesmo intervalo de 2025. O total chegou a R 10,5 bilhões. Se não fosse pelo sinistro ocorrido no Shopping Tijuca — que afetou os números — as vendas teriam subido ainda mais: cerca de 4,6%.

Já as vendas nas mesmas lojas aumentaram em torno de 2,4%, enquanto os aluguéis nessas lojas avançaram em até 3,2%.

A taxa de ocupação dos shoppings alcançou os altos índices de 96,2%, apresentando uma leve diminuição de apenas 0,2 ponto percentual. A inadimplência líquida dos lojistas caiu para 1,4%, representando uma baixa significativa de 0,5 ponto percentual. “A demanda por espaços comerciais continuou sendo muito relevante durante este trimestre”, finalizou Daniella.