Ações da Puma caem 7% após prejuízo operacional de 53,1 milhões de euros no 2º trimestre de 2026
Puma mantém previsões para 2026, mas queda nas vendas e reestruturação geram desconfiança entre investidores, refletida na queda de suas ações.
A Puma, fabricante de roupas esportivas, apresentou nesta sexta – feira um prejuízo operacional de 53,1 milhões de euros no segundo trimestre de 2026, valor inferior ao esperado pelos analistas, que projetavam um rombo de 68,7 milhões de euros. Apesar disso, a empresa confirmou suas perspectivas para o ano, mesmo com a queda contínua nas vendas devido à fraca demanda.
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No início do pregão, as ações da Puma chegaram a cair até 7%, refletindo a decepção dos investidores com a falta de melhorias nas projeções da companhia. Em resposta ao cenário desafiador, a Puma adotou medidas como redução de custos e cortes de empregos, além de reorganizar sua administração para tentar recuperar os negócios afetados pelas tarifas dos EUA sobre o setor.
Resultados e reestruturação
A performance da Puma no segundo trimestre foi impactada por esforços significativos para cortar despesas. A empresa se beneficiou de reembolsos tarifários nos EUA, o que contribuiu para mitigar perdas. Esses reembolsos totalizaram 11,5 milhões de euros dentro do lucro trimestral, que somou 15,4 milhões de euros após a Suprema Corte dos EUA derrubar taxas emergenciais em fevereiro.
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As vendas trimestrais ajustadas pela variação cambial caíram 9,4%, totalizando 1,69 bilhão de euros. O diretor financeiro Mark Langer comentou em teleconferência que a empresa ainda enfrenta desafios na liquidação de estoques e uma demanda fraca por roupas esportivas e tênis na maioria dos mercados.
Os analistas da Metzler destacaram que a ausência de revisões positivas nas projeções pode desencadear uma realização de lucros no início do dia. As ações da Puma estavam sendo negociadas com queda próxima a 5% às 08h 00, após recuperarem parte das perdas iniciais.
Vale lembrar que as ações tiveram uma alta acumulada de 25% no ano até agora, impulsionadas por expectativas otimistas sobre uma recuperação nos negócios.
Concorrência e desafios futuros
A Puma enfrenta forte concorrência no mercado, especialmente das gigantes Nike e Adidas, além do surgimento de novos concorrentes. Analistas do JP Morgan também expressaram que a falta de revisão nas projeções é decepcionante neste momento, embora os resultados estejam alinhados com as expectativas gerais.
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Para o restante do ano, a marca continua prevendo pressão nas vendas conforme avança na liquidação dos estoques. Apesar das dificuldades atuais no setor esportivo e os desafios econômicos globais, a Puma mantém sua estratégia focada em recuperação e adaptação ao novo cenário do mercado.
Com todas essas movimentações em vista, o futuro da Puma dependerá fortemente da capacidade da empresa em se adaptar rapidamente às demandas do mercado e enfrentar seus concorrentes diretos.